terça-feira, 4 de setembro de 2007

Educando as Crianças Com Exemplos de Bons Hábitos



Uma coisa que sempre me angustiou é ver pessoas que cometem absurdos na educação de seus filhos e já tinha vontade de escrever alguma coisa a respeito, pensando em alguns casos que conheci. Então, aproveitando a seqüência destes últimos textos, resolvi comentar hoje sobre alguns maus hábitos que seus pais deixam ou estimulam seus filhos, desde a mais tenra idade, a desenvolverem.

Vejam quantos jovens trocam o contato pessoal com outros por horas e horas diante do computador em conversas tecladas no MSN ou equivalentes, sem poder perceber as emoções do outro, por não ouvir a sua voz, sem o olhar, sem um aperto de mão, sem um abraço? E quando não se tem nem isso; apenas uma troca de recados? Se pessoas com quem convivemos por anos, já nos surpreendem, o que falar de pessoas de quem você conhece tão pouco? E falo isso, sendo um grande usuário de MSN e Orkut. Tenho sorte de ter feito excelentes amigas e alguns amigos até hoje (uma das quais por quem me apaixonei e apenas por nossas vidas tão complicadas não fui ao encontro dela), companheiros (as) da causa animal e até clientes. Por outro lado, já conheci pessoas que só jogaram com os meus sentimentos, me fizeram sofrer e, de alguma forma, me decepcionaram muito. Isso sem falar nos que ficam horas jogando sozinhos ou, não com um amigo, mas com um dono de um nick, em geral jogos que não acrescentam nada ao desenvolvimento do seu raciocínio e capacidade intelectual, mas levam a grandes níveis de estresse pela ansiedade de passar por fases, conseguir vitórias e, o pior: jogos extremamente violentos e que podem contribuir para o desenvolvimento de uma tendência à violência que eles tenham, ou propiciar seu surgimento.

Vocês já repararam naquelas crianças que parecem bonecos colados diante da TV ou que brincam sozinhas dentro de casa ou, no máximo com a coleguinha de porta e na escola? Até, neste caso, falo de mim próprio. Isto aumenta as chances da criança se tornar introspectiva (até hoje sofro com minha timidez) e, pela falta de atividade física, somada a hábitos alimentares errados, levá-la a se tornar uma criança obesa. Na vila onde moro, há uma menininha de 5 ou 6 anos que se enquadra neste caso. Ela já apresenta sobrepeso (“fofinha” e demais) e quando não está brincando sentada com as outras meninas, fica passeando com seu triciclo MOTORIZADO. Se os pais (e já tentei falar com eles a respeito, mas não fui bem recebido) não fizerem algo para mudar, se tornará uma criança obesa e engrossará as surpreendentes estatísticas da obesidade infantil e adulta no país
(dados de 2002 do NUPENS, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, mostravam que nos últimos 20 anos a obesidade havia duplicado entre adultos e triplicado entre as crianças. Mais de 40 % da população adulta, até então, já estava acima do peso no Brasil e, destes, 10% eram obesos. Entre as crianças, 20 % já estavam acima do peso, sendo 5% na faixa da obesidade - abaixo reproduzirei um texto do Dr. Nataniel Viusnisk, Membro do Conselho Médico da Herbalife Internacional, Coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade – ABESO, Médico Pediatra, com especialização em Nutrição). Outro domingo, em um restaurante, vi uma cena linda: O vovô levando o netinho de 3 anos para almoçar. De repente, para minha surpresa, presencio uma cena de violência do tal senhor contra a indefesa criança: ele ofereceu um pedaço de uma suculenta, cheirosa, deliciosa, picante e extremamente gordurosa lingüiça calabresa. A comida começa a se revoltar no meu estômago, começo a me remexer na cadeira, não consigo parar de olhar para eles, quando não agüento e me dirijo a ele. Tento explicar sobre o péssimo hábito que ele pode começar a despertar na pobre criança. Ele se explica dizendo que não faz mal, que ele não vai comer, vai só provar. Agora me respondam: Qual a chance desta criança não sentir um enorme prazer por aquele petisco? A criança era uma alegria só com sua lingüiça. Ou seja, o vovô deu o primeiro passo para criar um adulto com prazer por algo que nós adultos comemos sabendo das conseqüências, mas uma criança não. E este é só um caso. Quem se lembra como Garrincha deu os primeiros passos em direção ao alcoolismo que acabou com sua vida, somada à falta de estrutura familiar e às más companhias (vide dois últimos textos)? Com uma prova de uma cachaça que o pai dava para ele e para os irmãos.

Eu não sou pai (ainda não encontrei a santa que se dispusesse a ser mãe dos herdeiros dos meus genes), mas me preocupo com o bem-estar das crianças. Assim, espero ter contribuído de alguma forma, fazendo os leitores refletirem sobre este assunto. Abaixo o artigo que citei do Dr. Nataniel Viusnisk.

Abraços,

Reginaldo Ribeiro.

NA FRENTE DAS CRIANÇAS, NÃO!
(Dr. Nataniel Viuniski)

Muitos não gostam da palavra reeducação. Mas quando o assunto é ensinar para as crianças que uma alimentação saudável e balanceada pode e deve ser gostosa, não existe termo melhor no dicionário. Reeducar significa aprender de novo, trocar o errado pelo certo, e levar essa experiência pela vida afora.Uma criança é um ser em crescimento, portanto nada de dietas, regimes ou planos alimentares complicados. Essa prática pode comprometer a estatura final e a saúde como um todo. Costumamos dizer que, para as crianças controlarem o peso, não existem alimentos proibidos, mas sim quantidades que devem ser combinadas.Estudos recentes mostram que crianças e adolescentes que no presente fazem uma dieta muito restritiva estão em risco de desenvolver obesidade ou outro transtorno alimentar no futuro.Outra questão é o uso dos alimentos para lidar com as emoções. Desde a mais tenra idade aprendemos que, pela boca, conseguimos uma posição de calma e relaxamento. Para exemplificar, basta lembrar de um bebê que para de chorar quando recebe uma mamadeira ou uma chupeta. Assim, quem nunca chegou em casa num final de tarde, sentiu uma vontade de comer uma coisa que não sabia bem o que era e acabou assaltando a geladeira?Tentar completar vazios interiores com comida é uma péssima idéia e podemos ensinar aos nossos filhos que uma boa conversa, atividade física e uma ducha podem relaxar muito mais, além de serem infinitamente mais saudáveis. Alguns pais, mesmo sem perceber, podem querer recompensar a ausência, o estresse, a falta de paciência e de tempo com guloseimas ou idas a redes de fast food.Devemos educar pelo exemplo, pois os jovens prestam mais atenção nos nossos atos que nas nossas palavras.Crianças que desde bebês estão acostumadas a ver pela casa frutas e verduras, sucos naturais, água e pais que não são sedentários vão ter muito mais facilidade em desenvolver um estilo de vida adequado. Assim, aleitamento materno exclusivo, alimentação variada, colorida, balanceada, obedecendo à pirâmide dos alimentos, é a estratégia mais segura para ensinar aos nossos filhos hábitos alimentares saudáveis.

Um comentário:

Rico disse...

Aí Reginaaaldo!!!
Gostei de ver o Blog...
Vou ficar ligado...
Cara...
Até escrevendo você fala "pracarái"!!! kakakakaka
Tente manter atualizado...
É difícil, porém essencial...
Grande abraço mano velho!!!